Ao todo três variantes.

Três entidades.

Três seres pensantes.

Em um que de dualidade,

Puxam-me de um lado ao outro.

Calmo, explosivo

Temperamental,

Reflexivo.

Lido com partes de mim,

que não tem a quem recorrer.

Eu e eu mesmo,

sou eu quem devo saber.

Sei do quê? Sei de quem?

eu entrei numa espiral,

e não sei aonde vai acabar

Contradigo o que penso

com minhas palavras.

Contradigo o que faço

com meus pensamentos.

Contradigo o que sou

com minhas alternativas.

Contradigo o que fui

com que eu sou.

eu entrei numa espiral,

e não sei aonde vai acabar

Partes e peças vem e vão,

neste bolo e neste redemoinho

de fragmentos que determinam:

a virtualidade do eu.

Não consigo ver adiante desta espiral,

não tão claramente quanto antes.

eu entrei numa espiral

e não sei aonde vai acabar

Sim, virtual. Eu não existo?

Existo temporariamente, existo vagante.

Existo flutuante, existo circundante.

Portanto virtual, mas existo.

E físico? É dejeto.

É resultante.

É passado?

eu entrei numa espiral e não sei

aonde irá acabar.

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