Minha agonia é de saber.

Eu “sei” demais,

sei tanto que me ilude diante do pouco que sei.

Eu sei o que as pessoas a minha volta pensam,

eu sei o que as pessoas a minha volta veem,

e eu sei o que elas fazem.

Então me fecho num mundo que nega, nega e renega tudo isso.

Como se fosse… uma piscina de sal, muito leve. Muito oxigenada.

Ela não me deixa nada até o topo,

então afundo, afundo afundo afundo

e afundo.

Eu nesse momento reflito sobre tudo.

Tudo o que possa ter feito eu afogar parte de eu mesmo

que possa ter ignorado partes dos outros em mim.

E lembro de promessas.

Lembro das memorias,

e lembro dos sentimentos.

Estou a margem de mim mesmo, e não respondo.

Estou a margem de minha existência, e não me reconheço.

Estou a margem do meu contexto, e não me veêm.

Estou a margem de ser, e não sou.

Eu quero ser.

Eu quero ser.

Eu quero ser.

E eu quero saber.

Saber pelo não saber,

não saber das manhãs preguiçosas das pessoas vespertinas

das noites fervorosas de jovens libidinosos

das imbecilidades de um egoista

das generosidades de uma pessoa sensível

da vocalidade de um falador…

Eu quero.

Eu quero.

Eu quero.


 

Eu quero mais eu nas pessoas, ASSIM COMO QUEREMOS

e eu quero mais gente em mim. ASSIM COMO FAZEMOS

tempo para você ASSIM COMO CONVIVEMOS

em mim. Assim, você.

 

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

w

Connecting to %s