Suspiros e calma na esquina a seguir.

Recortes de um entendimento nao visto trazem uma perspectiva distorcida.

Um ponto de vista inebriado diante desse sentimento

Que só pretende e só busca se fazer iluminado.

Próximo daquele a ser lido, mas…

O caminho adiante é rochoso.

O caminho adiante é irregular

Assim como o caminhar nas curvas

dessa pessoa.

Voluptuosa, vivaz

Vivida, volátil

Aquela que me traz o suspiro pelo corte de eu comigo mesmo.

E me faz ter tremores.

Rumores, e temores

Sobre nunca mais ser o mesmo.

Pedro

Advertisements

Cores, intensidade e falta do sentir

Quando penso na possibilidade de me fechar diante daqueles que são importantes para mim até certa extensão, mesmo já sendo provada a afinidade e a proximidade que tenho destes, não consigo colocar minhas mão no que faz com que isso se passe.

Entrou em tema uma discussão sobre meus sentimentos num certo dia na terapia que me fez talvez pensar duas vezes diante de como olho para como outros sentem em comparação a minha pessoa. Minha expressividade não é pequena, de fato. Mas a distância parece ser, e as pessoas são sensíveis a essa coisa que me distancia delas, e quem sabe talvez até do jeito como me sinto em alguns casos que considero bem… banais?

Doi pensar nisso, como em coisas que são tão importantes para muitas pessoas, não reverberam nem um mínimo no meu ser.

Numa busca pelos meus gostos, pelo meu pensar, pelo meu fazer, pelo meu viver.

Me afasto mais do que imagino de todos a minha volta, ao mesmo tempo que me aproximo. E a possibilidade de um grupo se enriquece enquanto também se desfaz.

É vazio.

É muito vazio.

E nessas tentativas de me fazer sentir, de me fazer vivo, tanto fugindo/expressando a frustração vem todas essas músicas. Esse mecanismo para me tirar do estado de estase, emocional, desse estado de fuga da vida. Cansado de lidar com situações num mundo que viveu que odeia, e do qual mesmo entendendo porque está passando por ele, está cheio de frustração. Sem lugar nenhum pra descontar.

Esse, aparentemente, foi o preço da minha compreensão enquanto criança. Essa frustração que agora me corrói. Não a toa. Me parece bem justificado na verdade usar isso como força, pra tentar tirar toda a merda que aparece no nosso caminho, como se estivessemos nos esforçando pra sair daquela escola de merda.

Aquela escola e aquele trajeto.

Cara como odeio isso, e como fico possesso quando lembro disso.

Ainda bem que não sou drogado e tenho um medo fudido de usar drogas, porque caralho. Do jeito que a música me faz ver e me faz interpretar muitos dos momentos que me tiraram de toda essa lama dos treze anos de Fundação, acho que há muito tempo já teria passado por OD para ter efeitos similares.

Diante dessa perspectiva de eu colocar uma barreira involuntária, e diante também da perspectiva de eu colocar barreiras voluntárias (quando não confio o suficiente na pessoa, ou por outro qualquer motivo), como me sinto no momento que isso está em ação? Como posso reconhecer isso, e ou captar no momento em que ocorre?

Foda é que não sei se vou ter condições de explorar isso com a mesma intensidade que queria do semestre passado. Nem como aconteceu durante essa tempestade que foram esses últimos sete anos de faculdade, a vida pós graduada parece mais lenta.

Mais lenta, mas caótica.

Eu não faço nenhuma porra de ideia de como lidar com isso.

E eu quase não sei pra quem pedir ajuda.

Quase.

Pedro.

Eu realmente não sei o que fazer.

Não sei se há algo para fazer.

A falta de amarras, me amarra mais que pião prestes a ser lançado.

E parece que mesmo assim… estou mais inerte.

Mudando,mudando,mudando,mudando.

Eu não sinto retenção,

Eu não sinto mudança,

eu não sinto eu mesmo.

Cade.

Cade

Cade, cade, cade.

Quero sentir isso tudo.

Sem nome. (e talvez Pedro)

Tenho uma chama,

Uma faisca que se incendiou

a partir de uma tempestade.

Chama que queima,

chama que esquenta

Chama que flamúla,

chama que estimula.

Chama que chama.

Nunca tinha entendido a sua voz,

em meio aos muitos berros

dos dois eus.

Essa chama é vontade

vontade desesperada

inquieta e insaciável

de realizar,

e de ser.

Concentro essa chama porquê lembrei da dor de perder.

Concentro essa chama pela vontade de manter,

Eu e você, atados.

Queima, queima e queima.

Minha vontade,

meu ser,

Cozinhe o que eu pretendo ter.

Cozinhe esse recipiente.

E exploda. Incinere,

Queime, Imole.

Você é sinal não só de raiva,

ou de agressividade espontânea.

Você é sinal de um eu que perdi, deixei de lado.

Por medo de causar dor, da dor que causei em mim mesmo.

Portanto me queime.

Me queime, e faça mais uma vez

Eu reconstruir esse castelo de cartas

do eu. Do nós.

Pedro-Unkz

Por que as coisas caminham em velocidades diferentes?

Estou em overdrive com essa sensação imolante,

Em frenesi de tanto pensar,

Eu entrei numa pequena espiral de crescimento inesperado,

De descontento desavisado,

De encontro do eu.

Fragmentos, lancados

caminho prum lugar que precisa..

voltar.

Mas esse caminho da volta traz uma vontade que venço aos poucos, e soma aos seus montes.

Reconhecer os que estão a minha volta. Essa é a trilha de pão.

Unkz( as Pedro )

Uma citara, calor no ventre e dúvidas.

It’s been a while since I last wrote anything.

Tonight I come to you as a resort to my neverending anxiety.

I feel like something major will come to pass next week, and my god. It literally is making me restless right now.

So here I am.. reviewing my past selves to try and contain all this excitement.

While at the same time dealing with my feelings for this girl, who’s quite lovely but tricky at the same time.

I just can’t help but feel… restless.

I’m clueless as to what comes ahead, what I’m about to face and whether I’ll be able to face it or not.

Well, that’s life. I just can’t help but feel speechless at a moment like this.

Concentrate all heat within my chest,

And convert it to willpower.

Hope,

and loads and loads

of willpower.

“Ces ne sont pas me gestes que j’ecris, c’est moi, c’est mon essence.”

Montaigne

Fragmentos de tempo se misturam com fragmentos do meu ser.

As pós – imagens ficam borradas em contato com um relógio errático,

Ora ditado por um coração palpitante,

ora incomodado por um ego berrante,

E ticam.

Ticam. Ticam.

Ticam.

Que nem ponta de vacina,

ja deixou o corpo mas não sem fechar aquele cú com seu resquício de pontada.

E ao fim, se desmembra mais,

numa tentativa fútil o corpo tenta juntar.

Mas não consegue,

Pois o que o tempo separa,

so com o tempo se une.

Corpos, fragmentos,

olhares, toques e sensações.

So se convergem num aliar do tempo,

Tempo fragmentado,

Tempo aliado,

Tempo desvairado.

Você.

Pedro.

Minha agonia é de saber.

Eu “sei” demais,

sei tanto que me ilude diante do pouco que sei.

Eu sei o que as pessoas a minha volta pensam,

eu sei o que as pessoas a minha volta veem,

e eu sei o que elas fazem.

Então me fecho num mundo que nega, nega e renega tudo isso.

Como se fosse… uma piscina de sal, muito leve. Muito oxigenada.

Ela não me deixa nada até o topo,

então afundo, afundo afundo afundo

e afundo.

Eu nesse momento reflito sobre tudo.

Tudo o que possa ter feito eu afogar parte de eu mesmo

que possa ter ignorado partes dos outros em mim.

E lembro de promessas.

Lembro das memorias,

e lembro dos sentimentos.

Estou a margem de mim mesmo, e não respondo.

Estou a margem de minha existência, e não me reconheço.

Estou a margem do meu contexto, e não me veêm.

Estou a margem de ser, e não sou.

Eu quero ser.

Eu quero ser.

Eu quero ser.

E eu quero saber.

Saber pelo não saber,

não saber das manhãs preguiçosas das pessoas vespertinas

das noites fervorosas de jovens libidinosos

das imbecilidades de um egoista

das generosidades de uma pessoa sensível

da vocalidade de um falador…

Eu quero.

Eu quero.

Eu quero.


 

Eu quero mais eu nas pessoas, ASSIM COMO QUEREMOS

e eu quero mais gente em mim. ASSIM COMO FAZEMOS

tempo para você ASSIM COMO CONVIVEMOS

em mim. Assim, você.