Ao todo três variantes.

Três entidades.

Três seres pensantes.

Em um que de dualidade,

Puxam-me de um lado ao outro.

Calmo, explosivo

Temperamental,

Reflexivo.

Lido com partes de mim,

que não tem a quem recorrer.

Eu e eu mesmo,

sou eu quem devo saber.

Sei do quê? Sei de quem?

eu entrei numa espiral,

e não sei aonde vai acabar

Contradigo o que penso

com minhas palavras.

Contradigo o que faço

com meus pensamentos.

Contradigo o que sou

com minhas alternativas.

Contradigo o que fui

com que eu sou.

eu entrei numa espiral,

e não sei aonde vai acabar

Partes e peças vem e vão,

neste bolo e neste redemoinho

de fragmentos que determinam:

a virtualidade do eu.

Não consigo ver adiante desta espiral,

não tão claramente quanto antes.

eu entrei numa espiral

e não sei aonde vai acabar

Sim, virtual. Eu não existo?

Existo temporariamente, existo vagante.

Existo flutuante, existo circundante.

Portanto virtual, mas existo.

E físico? É dejeto.

É resultante.

É passado?

eu entrei numa espiral e não sei

aonde irá acabar.

Dicotomia do ser, dualidade de pensar

Venho de um episódio em que meu outro eu pede por enclausuramento. Fuga da exposição, estranhamente um dia após a consulta com a psicanalista.  O tópico era o caminho pra atingir METAFALICA, seguiria só, ou com outras pessoas? Quem são elas?

Multiplico a intensidade desta confissão com uma vontade imensurável de entender o surgimento desta mensagem.

Qual o medo das pessoas de se sentirem expostas?  Descobri isso ao me expor nu diante de centenas de pessoas por dois anos, mas compreendo que é nudez corporal.

Como me sentiria com nudez comportamental? Emocional? Processual, Intelectual?

Junte isto com o fato de que sentia o vazio existencial como uma angústia que me empurrava diante desta.. disputa.

A disputa entre Pedro e Unkz.

Fico imaginando de qual das partes surgiu essa mensagem do titulo do post, que está presente no relato de sonhos da quinta passada.

Você, que lê isso, tem algo ou alguém pra se esconder de?

Falta tempo, falta gente, falta eu, pra conversar isso com alguem.

A nostalgia corre as veias e demonstra esperanças carregadas até hoje. Latentes, na alma colérica.

Eu, Pedro e Unkz tenho esse destino a cumprir.  Essas vontades a saciar.

O salto de cultura deve ser reiniciado.

Calmamente, se entrelaçam as esferas do ser junto das memórias de outra parte.
Um
dois
tres.

CHOQUE

entre as veredas do sentir surgem o ser sentido
tocado
ouvido

Meço você e a todos. Mas incapaz eu sou de medir a eu mesmo.

Ponto
linha
limite
realidade.

Tempo

Uma entidade controlada por ninguem. Definidora e regente de nossas vidas, é uma das âncoras que definem os limites de uma realidade.
O tempo atua com o acontecimento de diversis momentos no espaço, e ao ser classificado e interpretado(historicizado), costura e relaciona multiplas realidades num grande conjunto, frequentemente chamado de zeitgeist.
A partir do tempo, é possível ocorrer o fenômeno da mudanca em nossas realidades. Mudanças essas que correm pelas três esferas de composição de realidade. As físicas, as etéreas, e as indivíduo-coletivas.
A perspectiva de analise é crucial na observação de seus limites, uma vez que isso ocasiona em una leitura de conjunto ou individuo que molda uma interpretação e um entendimento distinto noutras condições.
No que tudo isto leva?
No estudo de realidades.
Isso pode trazer uma compreensão do que é ser uma pessoa. Empatia.

A janela do passado canta sobre nossos ombros. A ela não devemos retornar.

O tempo só caminha adiante, ai reza o desafio do olhar para trás sem se deixar perder do hoje.

Sem saudosismo.

Sem nostalgia infecciosa.

Só uma noção da empatia, que corre por entre nossos dedos.

E que nos inspira a conhecer o próximo.

A próxima.

E os próximos momentos.

Experimentei um outro tide change.
Esse tem um caráter juvenil.
Como um pequeno ser que descobre o frescor de chuva,
E que não tem a obrigação de proteger-se dela.
Calma,  elusiva e minuciosa é a a ação da água sobre o homem.
Estou ciente da ação do meu entorno sobre meu pensar e agir. Estou ciente da cólera que se acumulou por isto, e como ela é semelhante a que cultivei quando criança.

Perco a mente. A cabeça, e o coração.
Que sobra então diante dessa situação que devo sempre me trair pra poder conviver de algum jeito com quem me rodeia?

Me sobra isso. METAFALICA
Equilibre a balança, e acabe com isso.
A realidade pode ser distorcida, e pode tangenciar outras existências.

Pedro.