Tenho uma chama,

Uma faisca que se incendiou

a partir de uma tempestade.

Chama que queima,

chama que esquenta

Chama que flamúla,

chama que estimula.

Chama que chama.

Nunca tinha entendido a sua voz,

em meio aos muitos berros

dos dois eus.

Essa chama é vontade

vontade desesperada

inquieta e insaciável

de realizar,

e de ser.

Concentro essa chama porquê lembrei da dor de perder.

Concentro essa chama pela vontade de manter,

Eu e você, atados.

Queima, queima e queima.

Minha vontade,

meu ser,

Cozinhe o que eu pretendo ter.

Cozinhe esse recipiente.

E exploda. Incinere,

Queime, Imole.

Você é sinal não só de raiva,

ou de agressividade espontânea.

Você é sinal de um eu que perdi, deixei de lado.

Por medo de causar dor, da dor que causei em mim mesmo.

Portanto me queime.

Me queime, e faça mais uma vez

Eu reconstruir esse castelo de cartas

do eu. Do nós.

Pedro-Unkz

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Por que as coisas caminham em velocidades diferentes?

Estou em overdrive com essa sensação imolante,

Em frenesi de tanto pensar,

Eu entrei numa pequena espiral de crescimento inesperado,

De descontento desavisado,

De encontro do eu.

Fragmentos, lancados

caminho prum lugar que precisa..

voltar.

Mas esse caminho da volta traz uma vontade que venço aos poucos, e soma aos seus montes.

Reconhecer os que estão a minha volta. Essa é a trilha de pão.

Unkz( as Pedro )

Uma citara, calor no ventre e dúvidas.

It’s been a while since I last wrote anything.

Tonight I come to you as a resort to my neverending anxiety.

I feel like something major will come to pass next week, and my god. It literally is making me restless right now.

So here I am.. reviewing my past selves to try and contain all this excitement.

While at the same time dealing with my feelings for this girl, who’s quite lovely but tricky at the same time.

I just can’t help but feel… restless.

I’m clueless as to what comes ahead, what I’m about to face and whether I’ll be able to face it or not.

Well, that’s life. I just can’t help but feel speechless at a moment like this.

Concentrate all heat within my chest,

And convert it to willpower.

Hope,

and loads and loads

of willpower.

“Ces ne sont pas me gestes que j’ecris, c’est moi, c’est mon essence.”

Montaigne

Fragmentos de tempo se misturam com fragmentos do meu ser.

As pós – imagens ficam borradas em contato com um relógio errático,

Ora ditado por um coração palpitante,

ora incomodado por um ego berrante,

E ticam.

Ticam. Ticam.

Ticam.

Que nem ponta de vacina,

ja deixou o corpo mas não sem fechar aquele cú com seu resquício de pontada.

E ao fim, se desmembra mais,

numa tentativa fútil o corpo tenta juntar.

Mas não consegue,

Pois o que o tempo separa,

so com o tempo se une.

Corpos, fragmentos,

olhares, toques e sensações.

So se convergem num aliar do tempo,

Tempo fragmentado,

Tempo aliado,

Tempo desvairado.

Você.

Pedro.

Minha agonia é de saber.

Eu “sei” demais,

sei tanto que me ilude diante do pouco que sei.

Eu sei o que as pessoas a minha volta pensam,

eu sei o que as pessoas a minha volta veem,

e eu sei o que elas fazem.

Então me fecho num mundo que nega, nega e renega tudo isso.

Como se fosse… uma piscina de sal, muito leve. Muito oxigenada.

Ela não me deixa nada até o topo,

então afundo, afundo afundo afundo

e afundo.

Eu nesse momento reflito sobre tudo.

Tudo o que possa ter feito eu afogar parte de eu mesmo

que possa ter ignorado partes dos outros em mim.

E lembro de promessas.

Lembro das memorias,

e lembro dos sentimentos.

Estou a margem de mim mesmo, e não respondo.

Estou a margem de minha existência, e não me reconheço.

Estou a margem do meu contexto, e não me veêm.

Estou a margem de ser, e não sou.

Eu quero ser.

Eu quero ser.

Eu quero ser.

E eu quero saber.

Saber pelo não saber,

não saber das manhãs preguiçosas das pessoas vespertinas

das noites fervorosas de jovens libidinosos

das imbecilidades de um egoista

das generosidades de uma pessoa sensível

da vocalidade de um falador…

Eu quero.

Eu quero.

Eu quero.


 

Eu quero mais eu nas pessoas, ASSIM COMO QUEREMOS

e eu quero mais gente em mim. ASSIM COMO FAZEMOS

tempo para você ASSIM COMO CONVIVEMOS

em mim. Assim, você.

 

Eu sou muito mais duro do que figurava.

Agora vejo o quão straightforward posso ser. É meio estranho, fico com a impressão que sou bem exagerado.

Em tudo.

Sentimento, calor, em intenção.

Será que sou assim mesmo em relação a outros? Não sei.

Mas straightforward… Agora vejo.

Saber ou não saber,

isso não é algo a ser reinvindicável por alguem como nós.

Corpo coletivo. corpo de muitos.

Saber é algo que opera numa esfera de que se julga,

e se é julgado.

Nesse espaço, esse invervalo

de realidade como juiza

esse apito… não podia ser mais rarefeito quanto névoa.

Não sei. não conheço,

ainda estou para ver quem conhece saber.

Pouco se sabe até do umbigo que habitamos.

Mas conhecer…

essa pegada, depois de uma troca de olhares.

Isso é algo alcançavel…

Porém não sei se atingível com todos.

Pelo menos não eu com você, parece.

Pedro/Unkz

A crossway in lines. Linhas que cruzam.

I’ve always been like this.

This… indulging person who wishes to just be happy.

This someone who just gets lost in his wishes,

and then in hindsight watch he’s been missing it all along.

Just because he couldn’t get off his own damn mind.

This feeling, this warmth…

this is me.

Eu lembro disso, muito bem.

Das risadas com vocês,

dos momentos bons em que estive me sentindo livre

em que estive me sentindo completo.

Eu tenho a chance de ter isso de novo,

e de novo, e de novo.

Isso na época era Unkz, mas na verdade sou eu.

Sou todo eu.

Eu, Pedro sou assim. Um moleque que pensa demais, e nisso perde a ação.

E ai quando sinto esse calor, esse sorriso… Isso me toma conta.

E lá aparece toda a straightforwardness que tenho disponível.

Toda a… chama que considerava como Unkz.

Unkz existe, mas agora é memoria.

Eu sou Pedro e Unkz.

Somos Pedro

Somos eu.

This warmth…

reminds me of you.

And I when we were back together.

Remember, I’ll always love you all.

Even you Bonnie.

 

Unkz/Pedro